7 de abr de 2018

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Sai do ciclo de nostalgia e quietude
Entrei no próximo vestida de esperança
Sei que na existência tudo é semeadura
Sinto que se anuncia hora da colheita
Elenquei flores, aromas e néctares
Nuances do arco-íris vão colorir a tela
Trajetória redesenhada por escolhas
Ápice de realidade e não quimeras

Elucidei enigmas e segredos

Notifiquei ao destino as metas 
Olvidei lembranças e carências
Veloz viajo nas asas do vento
Equilibro horas no efêmero tempo.

21 de mar de 2018

Parabéns Poesia


A origem etimológica da palavra “Poesia” origina-se do grego antigo “poiesis” que significa "criação", a arte de versar através da forma oral ou escrita com o poder de transmutar ideias e seu instrumento é o “poeta”. Está registrado na História que um dos poetas mais importantes da humanidade foi Homero com sua obra Ilíada e Odisseia.
Com o passar do tempo, a Poesia foi recebendo várias denominações, mas por ser uma expressão resultante da soma de percepções, sensações, emoções e sentimentos, suscetível à inspiração e quimeras, só poderá ser definida pelo artista que tatuou no pergaminho, um emaranhado de letras que se agrupam e formam a arte da retórica.

Pensamentos rumo à deriva
Olhar ao longe, no horizonte
Entre esperanças e ceticismo
Silêncio interior, sacralidade
Inconsciente, oculto por véus
Até renascer a quimera.



20 de mar de 2018

Bom dia outono


Se faz presente entre névoas da manhã
Natureza recepciona novo ciclo de vida
Sopra a suave brisa e ensaia seu balé
Entre folhagens, floradas e frutos
Na essência humana a paz habita
Questionamentos brotam sutilmente
A maturidade é o néctar da existência´
A tela do infinito traz mistérios
São tons e nuances atrativas
Tempo de exercitar os sentidos.

14 de fev de 2018

Quarta-feira de cinzas

Em tempos idos o carnaval tinha uma beleza ímpar. Salões enfeitados com serpentinas coloridas, muito confete e a música das marchinhas gostosas de dançar, concursos de fantasias, com representantes dos Clubes da cidade.
O folião fantasiado desfilava só ou acompanhado e abria as portas da festa o Rei Momo, um “gorducho” alegre com um sorriso jovial, vestido a rigor com as chaves da cidade na mão, acompanhado em sua corte, com belas meninas.
O carnaval de rua era belíssimo, com desfile de carros e mascarados brincando com os expectadores, jogando confete e lança perfume.
A quarta-feira de cinzas era dia de descanso, apenas alguns foliões desfilavam, Pierrô sem sua Columbina e os que beberam além da conta sentados em portas, até despertar.
Mais um carnaval que passa, por certo cada indivíduo nesta data tem inúmeras peripécias para contar ou, armazenar na saudade o que não foi, mas com esperanças de ser feliz no próximo ano.


1 de fev de 2018

Entre abraços das brisas

Fragrâncias exalam da natureza
Entre paisagens multicoloridas
Onde diversos sons se evidenciam
Palavra, ecos, às vezes confusas
Expansão de coisas infinitas

Sensações voam em liberdade
Sem destino, futuro pré-definido
Apenas captar com olhos da alma
A obra divina, ar, fogo, água, terra,
O emergir na energia indestrutível

Semear o vivenciar dos cinco sentidos
E colher instantes plenos de felicidade.