20 de out de 2017

O Poeta

A inspiração borda sentimentos
Delicadas filigranas entrelaçadas
Prata para veladas percepções
Ouro para preciosas sensações
Bronze para emoções em dualidade
A inspiração se transmuta em alquimia
E o poeta preenche linhas em branco

Alegorias e metáforas em poesia.

22 de set de 2017

Primavera triste por quê?

Pelotas em seu último dia de inverno. Um dia frio, ventoso, como se a estação não quisesse concluir seu ciclo. No período da tarde percorri ruas, para realizar tarefas e observei, transeuntes com passos rápidos a fugir do chuvisco na busca de abrigo. Não foi possível aspirar o aroma das flores e escutar a melodia do vento, características da Primavera, pois o cinza invernal cobriu a leveza do balé de asas da passarada.
Sentada no banco de meu transporte coletivo em monólogo perguntei, quantas pessoas teriam percebido a entrada da nova estação, quando escutei: É primavera. Voltei-me para àquela voz rouca e questionei: Primavera triste por quê?

Um rosto sulcado de rugas pela passagem do tempo, cabelo branco como a neve em largo sorriso respondeu: A natureza é igual a nós moça, triste.  Retornei ao monólogo para entender a profunda sabedoria de meu semelhante. 

12 de set de 2017

Crônica

Consciente/inconsciente

Muitas vezes o indivíduo tem um comportamento agressivo sem explicação plausível e extrapola em atitudes, como o que ocorreu nas redes sociais sobre a exposição de “Queermuseu” no Santander Cultural/RS. Nos é facultada a inteligência para manter o discernimento em equilíbrio, a qual é obscurecida por sentimentos nocivos que geram ações maléficas impulsionadas pelo armazenamento de fantasmas, desejos, tabus e fantasias que habitam o inconsciente. Desta forma, o indivíduo perde a razão quando invade a individualidade de forma desastrosa.

A arte e suas formas de expressão nasceram com a humanidade e passaram por inúmeras vertentes de acordo com a época. Em cada obra está contida a essência do artista que permite fluir suas emoções e sentimentos, seu patrimônio imaterial e intransferível. Cabe a nós espectadores gostar ou não, mas nunca cercear e incitar movimentos depreciativos. Os últimos acontecimentos autenticaram pensamentos retrógrados.


20 de ago de 2017

Final de Semestre

Muito feliz. Mais um semestre que venci e este foi o melhor semestre na minha vida acadêmica. Arregacei as mangas e mostrei trabalho, competência e o reconhecimento por parte de colegas e superiores aconteceu. Neste ano, dois Museus da Colônia de Pelotas, “Museu Etnográfico da Colônia Maciel” e “Museu da Colônia Francesa” estiveram sob minha responsabilidade, para recuperação de seus acervos e cada objeto está impregnado de minhas energias, em seus novos ciclos de vida. E eu faço parte desta nova história. O agradecimento do Coordenar do Projeto dos Museus da UFPel, Prof. Fábio Vergara Cerqueira: Não é todo dia que se encontra uma profissional e acima de tudo uma pessoa com as qualidades de seriedade, compromisso e confiabilidade que encontramos em ti Vera Regina Cazaubon, aliadas à competência. Vais fazer falta! Sou imensamente grato à cooperação que tivemos durante este tempo. Emano bons augúrios para os novos passos que vêm pela frente!

30 de jun de 2017

Paisagem Brasil

A mídia propaga, aos quatro cantos, o mar de lama onde estão inseridos os políticos eleitos pelo POVO. Em meu ponto de vista, o eleitor que elegeu os corruptos que se instalaram nos três poderes, tem sua parcela de culpa nos acontecimentos, uns por incultura, outros por acomodação e outros tantos. por interesses pessoais.
Brasil, um País sem governo, sem uma política séria, sem cumprir o dever de ofertar soluções cabíveis para a qualidade de vida dos cidadãos. São tantos os delatores que se perdeu a exatidão do número, pois a cada dia, alguém decide que, para receber privilégios deve citar o que sabe ou, o que viu. O delatado mantém-se na posição de defesa, negando evidências e a lentidão do poder Judiciário, com uma constituinte obsoleta adia, para o “amanhã”, soluções.
Se faz necessário revisar leis e torná-las, mais comprometidas com punições severas, para os deslizes dos políticos que são, apenas “funcionários públicos” e por sinal, muito bem pagos.
Relembrando as aulas de história sabe-se que o termo “democracia” surgiu na Antiguidade clássica, em Atenas, na Grécia, para designar a forma de governo que caracterizava a administração política dos interesses coletivos dos habitantes das cidades-estados.
Os séculos transcorreram e o sistema, por um tempo foi esquecido retornando a partir do século 18 e a partir do século 20, década de 1950, com a idade moderna passou a ter um grande interesse.
Cada época definiu a democracia sob diferentes aspectos, mas a contemporaneidade no Brasil substituiu, “democracia” por “anarquia”, alimentada pela corrupção avassaladora e ao que parece, incontrolável.
O cidadão tem o dever de despertar e concluir que a reforma política tem que iniciar com seu voto, em pessoas de caráter ilibado para ocuparem cadeiras nos três Poderes, pois é necessário que haja um equilíbrio entre eles, de modo que cada um exerça, certo controle sobre os outros, característica das democracias modernas.
É o cidadão que deve cobrar soluções de quem ajudou a eleger, pois são eles que aplicam as políticas públicas, que visam assegurar determinado direito de cidadania, de forma ampla ou, para determinado seguimento social, cultural, étnico ou econômico, a nível municipal, estadual e federal. São esses políticos que regem o destino de uma cidade, um estado, um país, que legislam e aprovam o que beneficia ou prejudica a sociedade.

O destino do Brasil está na minha e na tua mão, ao apertar o botão da urna eletrônica. É nosso direito e urgentemente, nosso dever mudar o rumo de nossa História.