29 de set de 2014

Poesia - Uma vida, um poema



Por épocas distantes, livre e amando
De forma selvagem, como loba uivando
Raivosa, defendendo a história seu povo
Guerreira, temida pela força e valentia
Sábia rainha, maga, bruxa, feiticeira
Conhecedora dos segredos da terra
Da vida, dos sonhos e dos mortos
Uma vida entre aromas silvestres
Ao som da lira, suaves versos
Sob o luar prata no imenso infinito
Inebriada com néctar do doce vinho
Na clareira de uma floresta encantada
Com o fogo crepitando na fogueira
Homens, mulheres em danças sensuais
Mergulhando no tempo como se fosse único

Uma época, uma vida, um poema.

Crônica - Alarido Político

Brasil, discussões intermináveis, alarido estressante e viva a discórdia, a maledicência, os desajustes emocionais. As mesmas promessas ilusórias como se ocupar cargos fosse um mecanismo de milagres. Ideologias foram à óbito e cinzas, sopradas em outro planeta. Resta aos homens de caráter dois caminhos, o primeiro levantar de seu berço esplêndido e lutar por um Brasil de igualdade e o segundo omitir-se e aplaudir as estrelas da política, criminalidade e impunidade.

Existem culpados? Quem? O político manipulador ou o povo que prefere ser manipulado e tirar suas lascas de vantagens entre o leque de ofertas e promessas? A maioria sempre vence, mesmo que esteja equivocada em suas decisões e, mais uma vez, observa-se a tendência, não à democracia e sim à anarquia. 


Reflexão - Energia


26 de set de 2014

Poesia - Alma Nua



Inexplorada em seu estado virginal
Privacidade conquistada pela liberdade
Nas asas dos sonhos guarda os segredos
Os enigmas indecifráveis, os desejos 
Receptáculo dos medos, do impossível

Uma luz tênue, após labaredas intensas
Tempestades de caminhos íngremes
É o espelho que reflete augures da tormenta
A divindade que afaga com sentimentos
Que rabisca as emoções em poesias

Alma Nua se entrega às suaves brisas
Mitiga sua sede nas gotas de orvalho
Cobre-se com estrelas do firmamento
Sem pressa, sem reais compromissos,
Pois seu tempo é sempre pré-definido

Ontem, Hoje, Amanhã.

Poesia - Renascer



Como a primavera
No crepúsculo da vida
Nas carícias da alma
Na chuva de sonhos
Nos suspiros da saudade
No esboço desenhado
Em página sem cor
Na plenitude do instante
Esperando o amanhã
Há sempre um muito
De mim, que ascende

Em busca do renascer.

23 de set de 2014

Poesia - Primaveril



Primavera, estação do renascer
Onde o branco se cobre de verde
Ramos dançam na brisa do vento
Botões abrem pétalas orvalhadas
Com inebriantes aromas florais
De rosas, açucenas e jasmins

Envolvente, as notas musicais
Na suavidade do trinar de pássaros
Dos sabiás, cardeal e rouxinóis
Fascinante, as belas borboletas
Libélulas, com suas frágeis asas
Que em balé esvoaçam nos jardins

O infinito e a lua vestida de prata
Sons da noite, uma  doce canção
Violinos, flautas, harpas e sinos
Murmúrio das fontes e riachos
O suspiro de Zéfiro encantando
A natureza, em tempo primaveril.


Indrisos - Saudação à Primavera


Reflexão - Motivação


22 de set de 2014

Poesia - Despede-se o Inverno



Entre idas e vindas lá vai o inverno
A natureza em movimento contínuo
Não pede mais clemência ao tempo
Por fustigantes ventos que rasgam
Por chuvas torrenciais que encharcam
Por geadas que cobrem os campos
Os reinos e seus mortais habitantes

A névoa que envolve dias e noites
O silêncio cortante que gela a Alma
A neblina da melancolia e saudade
A sina de sentimentos congelados
Os ecos de um distante passado
São ferozes guardiões do inverno
Que acena nas asas do minuano.

Reflexão - Aprendizado


19 de set de 2014

Poesia - Uma vida, um poema




Em silêncio,
Para não perturbar
A música do vento
Iniciei uma viagem
Solitária pelo tempo
Não como sábio,
Mas como eterno aprendiz
Não como um poeta
E sim, como mero mortal,
Quem com a alma escreve

Voei até teu santuário
Escutei tua música encantada,
Abri o livro de teus mistérios
De teus segredos e desejos
Narrei tuas dores,
Como se minhas fossem
Escrevi sobre tuas lágrimas
Que marcaram a face,
Dos crepúsculos dourados
De tuas esperanças

Narrei fragmentos de saudades
Do imenso vazio interior
Que te faz companhia,
De teus encontros e desencontros
De teu olhar perdido
De tua chama interior,
Que se aquieta e incendeia
Deixando-te prostrada
Em desalento,
Vivendo o presente sem rumo

Folhei teu livro,
Em busca de novos poemas
Encontrei folhas em branco
Outras amareladas pelo tempo,
Li um nome escrito
Com letras mal formadas,
Um grito dilacerante
Acordou o sonho do vento,
Conclui que a história não era a tua
Em um poema, escrevi a minha.

Reflexão - Melancolia


15 de set de 2014

Crônica - Tempo

Uma palavra usada inúmeras vezes por dia e por milhares de pessoas. Cada um rotulando o tempo de acordo com suas desculpas, não tive tempo, ou, às suas competências, o tempo vou, não deu tempo para concluir a tarefa.
Para a maioria das pessoas o tempo é contínuo, passado, presente e futuro e continuam falando nele, o tempo passou e não fiz nada, hoje não dá tempo e será que amanhã haverá tempo?
Tem um outro tempo que requer a sabedoria para vivenciar, o tempo cíclico, o tempo da vida onde se extrai a essência de tudo que nos rodeia, o infinito com sua sacralidade e o homem, finito,  absorvendo trocas de energias, utilizando sua mente como filtro em uma dimensão atemporal. Este é meu tempo, me faz feliz, realizada e descompromissada com estagnações e futilidades.


Reflexão - Sobrevivência


12 de set de 2014

Poesia - Amor



Sentimento complexo, um mistério
Brota, germina, frutifica ou fenece
Traduz um aspecto da afetividade
Pois na  Alma não fica confinado
Fascinante, raízes fortes e profundas
Possíveis ou não, depende da sentença
Permeado de sofrimento e melancolia
É a ponte entre sorrisos e lágrimas
Amor é desprovido de paixões efêmeras
Não é a fome insaciável dos desejos
Ultrapassa a barreira do preconceito
Um bem querer alicerçado na constância
Um  enigma, um  feitiço dos sentidos
É a necessidade premente do EU
Consubstanciar o sentimento em TU
E vivenciarmos a essência em NÓS.



8 de set de 2014

Crônica - Sono reparador

Dialogar com a mente é possível desde que, o indivíduo seja seleto em seus pensamentos. No início parece impossível, mas a técnica da meditação nos proporciona a limpeza mental, desta forma, a mente descansa das atividades cotidianas e, em outra dimensão, ocorre um monólogo mental silencioso, para ordenar as atribuições do próximo dia.
Tenho por hábito deitar ainda desperta para exercitar movimentos respiratórios ordenados. Após fixo minha visão interior em algo de interesse, como o esvoaçar de borboletas. Quando me sinto envolvida por milhares de borboletas concluo que, a mente esvaziou e está apta para armazenar tarefas.
Após exercícios é hora de relaxar o físico, extrair do cosmo fluidos benéficos e sorrir para a noite. O resultado é um sono reparador.


Reflexão - Lágrimas


5 de set de 2014

Destaques da PEAPAZ nesta semana para minhas poesias



Poesia - Chronos



Ampulheta de Chronos irreverente
Senhor dos tempos, da existência,
Dias, noites, crepúsculos, auroras,
Adição de segundos e minutos
Artesão das horas que escoam
Se repetindo, se consumindo,
De forma lenta ou vertiginosa
Às vezes de alegrias e quimeras
Outras, de dor e desesperança,
Um tempo, produtivo ou evasivo,
Entre o nascimento e óbito
Uma viagem com rota indefinida
Onde somos efêmeros passageiros
Nos labirintos do medo e ansiedade
Chronos, teu ontem, estático e obsoleto,
Chronos, teu presente proliferando perdas,
Chronos, teu futuro gerando incógnitas.

Reflexão - O amor