5 de set de 2014

Poesia - Chronos



Ampulheta de Chronos irreverente
Senhor dos tempos, da existência,
Dias, noites, crepúsculos, auroras,
Adição de segundos e minutos
Artesão das horas que escoam
Se repetindo, se consumindo,
De forma lenta ou vertiginosa
Às vezes de alegrias e quimeras
Outras, de dor e desesperança,
Um tempo, produtivo ou evasivo,
Entre o nascimento e óbito
Uma viagem com rota indefinida
Onde somos efêmeros passageiros
Nos labirintos do medo e ansiedade
Chronos, teu ontem, estático e obsoleto,
Chronos, teu presente proliferando perdas,
Chronos, teu futuro gerando incógnitas.