30 de mar de 2015

Crônica - Infância

Lá se foi o tempo que deixou saudades. Hoje, apenas lembranças da abençoada convivência familiar, quando primos se encontravam para as peraltices e social, quando a amizade se tornava espontânea. A palavra individualidade era um termo desconhecido e na pureza de sentimentos, o coletivo era a evidenciado, ou seja, a inocência se sobressaia.
Lembro-me das fugas inocentes para molhar os pés descalços nas poças de água ou tomar um banho de chuva, dos joelhos esfolados, dos furtos em pedaços de bolo antes das refeições, das arteirices cotidianas como subir em árvores para apanhar doces frutos e levar puxões de orelhas dos avós, pois os frutos não estavam maduros.
Lembro-me de histórias, dos sustos com os fantasmas (um adulto coberto por um lençol), mas não me lembro de palmadas e castigos, pois dizem que eu era uma menina comportada.
Mesmo que estas lembranças nostálgicas sejam passageiras de um tempo distante, a vida em algum instante alicerçou na memória, um tempo de alegria e magia na estação da infância.

26 de mar de 2015

Poesia - O Poema


São acordes do infinito
Em sincronia com a Alma
Do poeta que sente a melodia
Permear suas emoções e sentimentos
É a música do compasso dos ponteiros
No relógio do tempo na existência
Poema é inspiração que jorra
Da fonte eterna da sensibilidade
Que narra vivências pessoais
Ou sobre a vida da humanidade
Poema não tem barreira nem fronteira
Repercute em todos os idiomas
É intenso, energia, luz e magia.

Poesia - Quero viver além de...




Pensamentos e julgamentos
Oposições aos desejos da Alma
Escolhas por um sistema decrépito
Sentidos oprimidos pelo choque
Proibições desnecessárias e obsoletas
Discriminações por opções e ódio racial
Infinitas guerras pelo poder entre povos
Separação dos homens entre classes
Algozes de sentimentos negros
Incertezas que atingem a humanidade
Um bem estar ilusório e caótico
De gerações que apenas sobrevivem
Sem ter um sentido digno na vida
Da ficção do tempo que cria o artifício
Do conceito arbitrário e imprevisível.

Poetrix - Amor


Poetrix - O dia


Haikais 860


Haikais 859


Haikais 858


Haikais 857


22 de mar de 2015

Poesia - Uma canção para Zéfiros



Uma canção preenche a floresta encantada
Inúmeras folhas friccionam as cordas de aço
Produzindo sons em um violino afinado
Uma escala musical entre semitons
Cada corda com seu timbre sonoro
Um Sol, para o encanto e mistério,
Um Ré, para a sonoridade profunda,
Um Lá, para a estação outonal abraçar,
Um Mi, para Zéfiros, o vento incisivo,
Que pincela na tela do firmamento
Nuvens velozes, sem norte, em desalinho,
Na terra, entre bosques, planícies e veredas,
Folhas secas em redemoinho.


20 de mar de 2015

Crônica - Tempo de Outono

Outono é a minha estação, onde cores se mesclam, tons sobre tons propiciam fascínio. É um ciclo de ajustes, quando as árvores desnudam-se sem pudor e permitem, que suas folhas secas se escondam nas dobras do tempo, entre brisas e ventos. Tempo do orvalho que umedece a relva queimada pelo verão, aromas que exalam de frutos saborosos que nutrem a vida. É um tempo de encanto e magia, um convite ao mergulho na solidão e nostalgia, pois sentimentos arrefecem, a inconstância se faz presente entre felicidade, tristeza, alegria, sorrisos, lágrimas, certeza, incertezas, verdade, mentira e a viagem, no labirinto da memória, nos leva à rota de lembranças e saudade de inefáveis momentos.

13 de mar de 2015

Poesia - A Lua e o mar



Eis o mar,
Vertente de energia e poder
Misterioso, pragmático, indomável
Onde as vagas se agitam
Na melodia do soprar do vento
E, com rugido ensurdecedor
Explodem majestosas na areia
Eis a Lua,
Dama da Noite, ousada e sensual
Cobre o mar com um manto prateado
Para esconder o idílio envolvente
Suavemente, em silêncio profundo
Seus raios possuem o mar
Em êxtase mágico e profano
Até o Sol despontar.



Poetrix - Tarde de Verão


Poetrix - Cenário perfeito


5 de mar de 2015

Poesia - Mulher



Tens em ti todo o mistério
Geográfico da terra
Entre vales, montes e vertentes
O homem se perde e enlouquece
Tens em ti o receptáculo da vida
Ora criança, trazendo alegria e graça
Quando dia é emoção, água jorrando
Ora madura, ousada e insinuante
Quando noite é paixão, fogo queimando
Mulher, te amar é uma viagem sem rumo
Por labirintos perigosos e desafiadores
É penetrar em um universo desconhecido
De luxúria e pensamentos insanos
Mulher és deusa sem coroa e sem cetro
Despes o corpo sem preconceitos
Conquistas e te entregas vorazmente
Mas esconderás sempre tua essência.

Poesia - Antagonismo




O pássaro impulsionado pela brisa
Alça seu gracioso voo ao infinito
Sem medo, em desafio ao desconhecido
Em migrações ao encontro da liberdade
Nas asas douradas do amigo vento
Planando na imensidão do infinito
Sem amarras, deveres, sem medo
Viajantes, com graciosos movimentos 
Cantam uma ode à mãe natureza
O homem, no cárcere da existência
Definha nas profundezas da Alma
Entrega-se ao desalinho dos sentimentos
À escuridão sombria que envolve o corpo
Aos inúmeros infortúnios da existência
Mergulha no labirinto de sonhos utópicos
Na memória fotográfica da mente
Estático espera a liberdade da morte
À mercê das sentinelas algozes do tempo.

Poetrix - Tarde de verão


Poetrix - Cenário perfeito