30 de mar de 2015

Crônica - Infância

Lá se foi o tempo que deixou saudades. Hoje, apenas lembranças da abençoada convivência familiar, quando primos se encontravam para as peraltices e social, quando a amizade se tornava espontânea. A palavra individualidade era um termo desconhecido e na pureza de sentimentos, o coletivo era a evidenciado, ou seja, a inocência se sobressaia.
Lembro-me das fugas inocentes para molhar os pés descalços nas poças de água ou tomar um banho de chuva, dos joelhos esfolados, dos furtos em pedaços de bolo antes das refeições, das arteirices cotidianas como subir em árvores para apanhar doces frutos e levar puxões de orelhas dos avós, pois os frutos não estavam maduros.
Lembro-me de histórias, dos sustos com os fantasmas (um adulto coberto por um lençol), mas não me lembro de palmadas e castigos, pois dizem que eu era uma menina comportada.
Mesmo que estas lembranças nostálgicas sejam passageiras de um tempo distante, a vida em algum instante alicerçou na memória, um tempo de alegria e magia na estação da infância.