5 de mar de 2015

Poesia - Antagonismo




O pássaro impulsionado pela brisa
Alça seu gracioso voo ao infinito
Sem medo, em desafio ao desconhecido
Em migrações ao encontro da liberdade
Nas asas douradas do amigo vento
Planando na imensidão do infinito
Sem amarras, deveres, sem medo
Viajantes, com graciosos movimentos 
Cantam uma ode à mãe natureza
O homem, no cárcere da existência
Definha nas profundezas da Alma
Entrega-se ao desalinho dos sentimentos
À escuridão sombria que envolve o corpo
Aos inúmeros infortúnios da existência
Mergulha no labirinto de sonhos utópicos
Na memória fotográfica da mente
Estático espera a liberdade da morte
À mercê das sentinelas algozes do tempo.