20 de jun de 2015

Poesia - A Solidão





Quando cerro meus olhos na noite
E sinto-me só em meio a tantos
Sei que o fantasma da solidão
Faz-me companhia e lembra
De forma insensata e incessante
Erros, perdas, a agonizante vida
Entre as horas que somam o tempo

Convivo com sonhos desfeitos,
Uma realidade cruel e sem cor
Reticências, vírgula, ponto final
É voltar-se ao interior, ao caos
É sentir-se livre, sem liberdade ter
É o silenciar envolvido pela dor
Dilacerando a carne que sangra

E observar entre as brumas da v ida
Esperanças e lembranças fenecerem
Como rastro de um vazio imenso
Ocupado pelo esquecimento
Onde a alma presa chora

Em prantos, seu desalento.