27 de jul de 2015

Crônica - Manhã de inverno

Letárgica, uma tênue neve e a natureza semimorta, folhagens monocromáticas, mas sem brilho. Alguns minutos atrás olhando um pé de pitangueira e seus frágeis galhos, molhados pelo orvalho fiz breve análise sobre as estações e suas transformações, como afetam a vida, na natureza flora e fauna, no homem  que acorda e caminha por ruas e praças, respirando este ar úmido para cumprir suas tarefas cotidianas. Julho, mês de férias, de preguiça, crianças dormindo na cama quente na espera de um café gostoso e um cativante sorriso materno. Idosos sem compromisso despertam em uma tristeza ardente, comovida, pois vivem na estação da muda indiferença, assolados pelo tédio, doença da velhice, sem ambição de vencer o tempo e o espaço. A estação ainda nos reserva muitos dias e noites de inverno e o corpo se debate entre as defesas e doenças causadas pela intempérie, mas existem remédios para quase tudo desde que, as emoções não congelem e afetem a energia vital. Agasalhe a alma com pensamentos positivos, alegrias e lazer e vença o tempo de inverno.