14 de ago de 2015

Poesia - Lágrimas furtivas



Uma, duas, três, lágrimas furtivas teimam em rolar
Por um rosto de suaves contornos, mas esquálido
De uma palidez translúcida como os fios de prata
Tecidos por estrelas para encobrir a nudez do luar
Caminha solitária pelas veredas agrestes da vida
Arrastando fugazes lembranças acorrentadas
De promessas, sonhos, saudade e desamor
Sentimentos esfarrapados de desesperanças
Pelas madrugadas frias, úmidas e nevoentas
Silhuetas de fantasmas da insanidade dançam
Levam à sina intermitente, à inércia pardacenta
Sua Alma desnuda, gélida é possuída pelo vento
Enquanto o corpo é sacudido por um pranto
Condenado ao abraço mortal do esquecimento.