21 de set de 2015

Indrisos - Ares Primaveril





Poesia - Adeus nverno




Bagagem pronta para a viagem
Tristezas, chuvas, vento
Melancolia nos cristais de gelo
Redemoinho de sentimentos
Varreduras dos ventos insanos
A visão turva, o infinito escuro
Tristeza, dores, odores fétidos
Liberdade presa em armadilhas
Medo que hiberna na Alma
Neve que cobre a vida dos reinos
Intempéries destruidoras
Veste sua capa de neve

Rumo à outro hemisfério.

14 de set de 2015

Poesia - Hoje



Quero ser desconhecida
Sem compromissos
Sem lembrar o ontem
Sem pensar no amanhã,
Quero desfrutar da noite
Iluminada por estrelas,
Deitada na relva úmida
Dançar entre flores,
Ver arco-íris de sonhos,
Voar livre como a borboleta,
Sem saber para onde ir

Sem querer retornar.

Haikais 895


Poetrix - Importante


8 de set de 2015

Crônica - A vida pede passagem



Comprei uma passagem e decidi amainar a saudade, saudade da terra natal, saudade da família, pessoas que não abraçava há muito tempo. Absorvi energias, me senti amada e uma alegria intensa me envolveu. Caminhei muito olhei tudo, como se fosse a primeira vez, respirei ar de maresia, de outras árvores, de outras flores. Escutei peripécias de meu tempo de criança, as artes ousadas como em um dia de chuva, pés descalços, brincar com as bonecas preferidas, joelhos esfolados, galos na cabeça, brincadeiras na orla do mar, meus medos e nem lembrava mais, uma  mão ensanguentada, quando quebrei a vidraça da janela gritando mãe, pai. Uma sensação gostosa de paz invadiu meu ser e prometi que, sempre que a vida me pedir passagem voltarei a realizar, esta ou outras tantas viagens.

4 de set de 2015

Poesia - O tempo passa




Célere e impiedoso
Não hesita em sua rota
As horas são regidas
Pelo ruído do pêndulo
No relógio da sala
Na ampulheta do tempo
Fotografias desbotam
A memória arrefece
Esquecimento se acentua
Os capítulos são ciclos
Registros da existência
Na capa, vestígios do desgaste
Folhas, papéis amarelados
O homem, distraído com fantasias
Não vê o passar dos minutos
Não tem tempo disponível
Para colorir a tela da vida
E, assim passa o tempo ou,
Quem sabe o tempo passa
Nas metáforas das quimeras
Nos labirintos ilusórios
O último capítulo é escrito
Linhas tortas, grafia trêmula
Alguns rabiscos inteligíveis
Uma lágrima, um suspiro
Fantasmas nas lembranças

Ponto final para a vida.