5 de jan de 2015

Crônica - Brasil em turbilhão



        Assim serão nossos dias e salve-se quem puder, pois a ingovernabilidade afetará todas as classes sociais, o funil anuncia que a sociedade afogar-se-á na desesperança de um País sem estabilidade. O guerreiro através do verbo expressará seu descontentamento, o acomodado concluirá que mudanças podem indicar desgastes desnecessários, àqueles que cultivam indecisões concluirão que o melhor patamar é a submissão ao sistema, onde as pretensões são mínimas, não passar fome. A elite se manterá em posição de destaque trocando concessões por lucros, a classe média terá que produzir mais para pagar o gasto dos três Poderes, o pobre continuará catando lixo para reciclagem, tomando um caldo verde dos resíduos contaminados das feiras e matando a sede com água poluída, sem saber, envolto pela depressão que paralisa. E a classe dos miseráveis composta pela escória?.
      A classe dos miseráveis é enterrada todos os dias à margem da sociedade sem entender o significado da palavra dignidade. A mídia informa diariamente: morreu um bandido, um pedinte, um drogado. É possível um indivíduo que crê em Deus e vivencia sentimentos nobres ter um bom ano novo? Não creio, pois é crescente a desigualdade social e a falta de humanidade, a realidade é a irracionalidade  entre pensamentos, palavras e obras. O que nos resta? Caos e o funil da escuridão por “mea culpa, mea culpa, mea culpa – omissão”.