13 de fev de 2015

Poesia - Bloco da Ilusão






Ruídos incessantes
Foguetes espocando
Galera cantando
No ritmo do samba
Carnavais de outrora
Salões enfeitados
Pierrôs e colombinas
Palhaços e arlequins
Confete, serpentina
Fantasias exuberantes
Aroma de lança perfuma
Carnavais do presente
Máscaras cobrem faces
Exageros, artifícios
Mentes embriagadas
Olhares perdidos, aflitos
Emoções apimentadas
Povo sem rumo definido
Violência, insanidade
Um delírio surreal
Trio elétrico sacode o povo
Foliões do Bloco da Ilusão
Até quarta-feira de cinzas
Nas avenidas da solidão.








Poesia - Amanhecer




Da noite escura só lembranças
Sonhos despedem-se na aurora
Habitam sombras da madrugada
O amanhecer desperta sonolento
O orvalho beija flores silvestres
A suave brisa brinca com folhas
Libélulas esvoaçam graciosas
Rei Sol espalha seus cálidos raios
Reina com soberania e elegância
Imagens dos passageiros do tempo
Transeuntes que passam nas ruas
Multidões de várias raças e credos
Absortos em seus pensamentos
Caminham em busca da esperança.