27 de fev de 2015

Poesia - Nostalgia


Hoje,  abri as portas para a nostalgia
Com serenidade recepcionei lembranças
Hospedei fantasmas, visitantes noturnos
Soprei as nuvens que cobriam memórias
Coletei fragmentos de quimeras
Sem medo, olhei para o espelho do tempo
Encontrei perguntas sem respostas
Segredos etiquetados por ciclos
Entulhos de desesperanças
Sentinelas trancafiando desejos
O silêncio de pêndulos enferrujados
Evocando contornos excluídos
Na palidez das faces em fotografias
Invadi o receptáculo dos sentimentos
Joguei nas labaredas o baú dos mistérios.