20 de jun de 2015

Poesia - Adeus outono



Bagagens prontas
Apenas folhas mortas
Soluços entrecortados
Assobios do vento
Sinos que tangem
Olho o firmamento
Triste e cinzento
O cair da tarde
Lânguido e monótono
Estação da despedida
Outono diz adeus à vida
Abraça o horizonte
Entre a neblina cinzenta
Lágrimas e uma silhueta
Um suspiro em solene silêncio.



Haikais 887


Haikais 886


Indrisos - Sons


Poesia - A Solidão





Quando cerro meus olhos na noite
E sinto-me só em meio a tantos
Sei que o fantasma da solidão
Faz-me companhia e lembra
De forma insensata e incessante
Erros, perdas, a agonizante vida
Entre as horas que somam o tempo

Convivo com sonhos desfeitos,
Uma realidade cruel e sem cor
Reticências, vírgula, ponto final
É voltar-se ao interior, ao caos
É sentir-se livre, sem liberdade ter
É o silenciar envolvido pela dor
Dilacerando a carne que sangra

E observar entre as brumas da v ida
Esperanças e lembranças fenecerem
Como rastro de um vazio imenso
Ocupado pelo esquecimento
Onde a alma presa chora

Em prantos, seu desalento.