20 de jul de 2015

Poesia - Amigos




Amigos,
São laços que nos unem
Através de um olhar
Um simples gesto
Uma palavra solta ao ar
Amigos,
São elos que nos circundam
Sente-se falta quando ausentes
Preenchem o vazio quando presentes
Não conhecem horas, não registram o tempo
São energias que iluminam os momentos
Amigos,
Não dependem da fé, da cor, do sexo
Não dependem de posição intelectual ou social
São isentos de formalidades e documentos
Todos residem em um espaço intemporal
Onde se crê e não se mede sentimentos.

Crônica - Dias de Chuva




Caem sobre nosso Rio Grande do Sul chuvas intensas. Em Pelotas a chuva, além de intensa é ininterrupta. Ora garoa que umedece, ora tempestades com  relâmpagos e trovões que encharcam, o que torna difícil para o cidadão a locomoção. Enchentes em cidades, inúmeros desabrigados, alagamentos em bairros e ruas e assim caminham, os transeuntes, saltitando entre poças d’água ou, por águas contaminadas que cobrem pé, coxa e etc. Afinal estamos na estação das chuvas, dos ventos, frio e neve. O que fazer? Aguardar que nosso visitante inverno faça sua bagagem e mude seu itinerário.

E necessário olhar a chuva como bênçãos, pois tudo na vida possui dois lados e o verso da tragédia nos mostra a importância das chuvas para a natureza, para o plantio e colheita, para que rios abundem em fertilidade. Agucem todos os sentidos, a audição para captar a sonoridade das gotas de chuva no telhado, o olfato para sentir o aroma da terra molhada, a visão para observar os mais variados tons de cinza, o tato para a troca de energias e afagos neste tempo molhado e a gustação, pois a gastronomia nos oferta delícias, como um café com bolinhos de chuva.