4 de set de 2015

Poesia - O tempo passa




Célere e impiedoso
Não hesita em sua rota
As horas são regidas
Pelo ruído do pêndulo
No relógio da sala
Na ampulheta do tempo
Fotografias desbotam
A memória arrefece
Esquecimento se acentua
Os capítulos são ciclos
Registros da existência
Na capa, vestígios do desgaste
Folhas, papéis amarelados
O homem, distraído com fantasias
Não vê o passar dos minutos
Não tem tempo disponível
Para colorir a tela da vida
E, assim passa o tempo ou,
Quem sabe o tempo passa
Nas metáforas das quimeras
Nos labirintos ilusórios
O último capítulo é escrito
Linhas tortas, grafia trêmula
Alguns rabiscos inteligíveis
Uma lágrima, um suspiro
Fantasmas nas lembranças

Ponto final para a vida.